11/10/2015

A minha, a sua, a nossa liberdade.



Já diziam os mais velhos “a minha liberdade vai até aonde a sua começa”. É bem por aí que vamos iniciar essa conversa. Temos vários tipos de liberdade que podemos abordar aqui nesse texto, porém a liberdade que irei falar aqui hoje é a liberdade de nós meninas, garotas, mulheres.
Como garotas do século 21, com personalidades e vidas diferentes às vezes nos deparamos com algumas situações inusitadas. Fiquei querendo escrever esse texto a partir de uma imagem que vi no Facebook e os comentários que nela tinha. A imagem refere-se quando uma mulher entra no ônibus e procura o melhor lugar para sentar, ou seja, um lugar que ninguém abra a perna para encostar-se nela. Ok. Eu compartilhei a imagem e coloquei o seguinte na publicação: “Ou não levantar pra ela descer e ter que passar a bunda na cara dele.” Imediatamente tive muitos likes e comentários de garotas falando que isso é comum, que os caras fazem isso e aquilo nos transportes públicos. Confesso que fiquei meio paralisada a tanta movimentação ali por conta dessa simples postagem, isso me deixou muito chateada, sim, eu sempre soube que há caras e caras dentro dos ônibus, metrôs, trens. 

 Essa imagem.

Já passei por inúmeras situações de ter que mandar alguém levantar para eu poder descer, porque senão iria passar a bunda na cara do sujeito. São coisas lamentáveis, coisas que deixam cada vez mais nós garotas preocupadas com tudo e com todos. Desde crianças ouvimos, nossas mães, tias, as mulheres do nosso ciclo social dizendo coisas como “ não faz isso você é mocinha já”, “ não pode ficar na rua até essa hora porque você é MENINA”. Essa coisa de você é menina vem de longe, mas não é porque sou menina que tenho que andar com insegurança nos transportes públicos ou nas ruas da minha cidade, sempre sujeita a ouvir algum comentário. Eu tive que mudar o meu trajeto do ponto até meu trabalho por conta de comentários do tipo “morena”, “morena deixa eu cheirar seu pescoço pra sentir seu cheiro”, isso é abusivo e repulsivo. Garotas, não somos frágeis, eu não sou e garanto que você não é. Nós só queremos poder entrar em um ônibus e se sentir bem, não ser incomodada por um estranho.  Gente, isso foi mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Mas as coisas ainda estão ruins para nós. Espero mudanças em todos os sentidos.


Você já presenciaram algo assim? Qual a opinião de vocês sobre esse assunto?

Tem alguma sugestão, ideia ou comentário que não quer compartilhar com todo mundo? Mande um e-mail: contato.carpediemmica@outlook.com

6 comentários:

  1. É um trastorno mesmo lidar com esse tipo de situação, quando isso vai mudar?
    Beijos.
    http://www.segredosdacahlima.com/

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    1. Me pergunto a mesma coisa Cáh! Obrigada por comentar.

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  2. Oi Mica !!
    Concordo com você nós não somos frágeis e nenhum pouco obrigadas a passar por esses abusos !! Até mesmo andando nas ruas quantas cantadas idiotas temos que ouvir. Quando os homens aprenderão, nos tratarão como iguais não é mesmo ?
    Bjim

    blogpatyrezende.blogspot.com

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    1. Eu espero que não demore muito Paty! Obrigada por comentar.

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